terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Senhoras de idade que batem palmas

Estão a ver aquelas senhoras de idade que batem palmas nos programas da manhã e da tarde na RTP, SIC e TVI? Desconfio que são todas feitas na mesma fábrica e que há apenas 5 ou 6 modelos diferentes. São sempre as mesmas, todos os dias, em todos os programas dos diferentes canais. A vantagem é que se gasta pouco na manutenção: elas não “envelhecem”, uma vez que na fábrica já nascem com uma certa idade. Depois, quando começam a confundir a Fátima Lopes com o Goucha, quando deixam de conseguir acertar com as mãos uma na outra para bater palmas, ou quando deixam de conseguir dizer “setecentos e sessenta”, mandam-se para trás (se estiverem na garantia) ou para a sucata. E vem outra para o lugar dela. Exactamente igual.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Se a minha avó tivesse rodas...

Tenho sempre alguma dificuldade em processar a expressão "Se a minha avó tivesse rodas era um camião." Há várias coisas que não batem certo. A ver:
- Que circunstâncias da vida levariam alguém a substituir os membros, ou parte deles, por quatro pneus da Michelin? Se me sugerissem isto num hospital ("Olhe, Senhor Pedro, você pisou uma mina, o cenário é complicado, mas podemos meter-lhe meia dúzia de rodas, um atrelado e um aparelho da Via Verde na testa.."), eu se calhar achava estranho...
- Mesmo que a velhota tivesse, vá, quatro rodas, não ficaria a faltar um atrelado e uma cabine? Em que parte da idosa é que se pendurava um calendário com uma gaja descascada e uma chapa de matrícula com o apelido dela?
Vamos lá a refletir sobre estas questões, se faz favor. Não quero que entrem em 2018 com a mesma ignorância.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Não é que o pinhão esteja caro, mas...

O pior aconteceu. Ontem, enquanto comia a sétima fatia de bolo-rei ao lanche, o meu lábio superior embateu desajeitadamente num pinhão, acabando por projectá-lo na direcção do chão. Observei-o a cair, em câmera lenta, enquanto na minha mente ia ecoando um profundo “Nãããããããoooo!!!”
Antes que tivesse tempo de me debruçar para o apanhar, já dezenas de pessoas se digladiavam por ele, transformando aquilo que eu apenas desejava que fosse um lanche tranquilo, numa batalha campal sem precedentes. Sangue, fracturas expostas, dentes partidos, hematomas: em menos de um minuto já havia de tudo, por parte de gente que apenas desejava um futuro melhor para si e para os seus.
O pinhão, esse, nunca mais o vi. O que vi foi, de repente, hipotecadas todas as minhas esperanças num resto de vida desafogado.
E se fosse contigo?

domingo, 10 de dezembro de 2017

Tempestades em Copos de Água

- Estás despachada, Ana?
- Dá-me 5 minutos…
- Ok.
- (…)
- Então Ana, já estás?
- Dá-me 5 minutos…!
- Disseste isso há 15…
- NÃO ME ENERVES!
- Mas o que é que se passa…?
- NÃO TENHO NADA PARA VESTIR!!!
- Estou a olhar para o armário e parece-me que tens bastante roupa…
- NÃO GOSTO DE NADA!
- A sério? Nem daquele vest…
- …E JÁ NADA ME SERVE!!!
- Pois. Isso já é outra conversa…
- ESTÁS A INSINUAR QUE ESTOU GORDA?!
- Não, Ana. Não estou a insinuar nada.
- AS TUAS AMIGUINHAS SÃO MAIS MAGRAS, É?
- Olha pronto. Lá vêm as “amiguinhas”…
- JÁ NÃO VOU JANTAR FORA!!!
- Então porquê?
- DEIXA-ME!
- Vais parar com isso…?
- CONVIDA UMA DAQUELAS PUTÉFIAS ESCANZELADAS LÁ DO TEU FACEBOOK…!
Moral da história: nem todas as Anas são tempestades, mas todas gostam de as fazer. Em copos de água.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Pequeno-almoço na cama

- Amor…
- Hum…?
- AMOOOOR…!
- Hum…? Diz Diana…
- ACORDA!
- Então? O que se passa?
- Tenho fome.
- Ok. 
- Amor…?
- (…)
- AMOOOOR! Acorda! Podias ir fazer o pequeno almoço…
- (.|.)
- …e trazê-lo à cama…
- (.|. .|.)
- Vá lá... Apetece-me comer torradas!
- Não temos pão, Diana.
- Podias vestir-te e ias à rua comprar…
- (.|. .|. .|.)
- …e depois fazias as torradinhas...
- (.|. .|. .|. .|.)
- …e trazias à caminha…
- (.|. .|. .|. .|. .|.)
- …à tua Dianinha!
- É. Ou então a minha Dianinha podia comer uma pouca de merdinha e deixava-me dormir…
- O QUE É QUE DISSESTE?!?!?!
- Nada amor. Vou lá ao pão então. Até já.

Moral da história: Todas as Dianas têm a mania que são princesas. (E todos os homens são uns Santos.)

Está fresquinho..

Se não fossem as reportagens a ensinar a lidar com o frio, não sei o que seria da minha vida. Então o "segredo" para quando está frio é uma pessoa manter-se quente...? Ele há coisas... Ainda hoje de manhã tinha saído de casa em calções de banho, tronco nu e chinelos, e de facto achei estranho ter ficado com pele de galinha assim que meti os pés na rua. Agora a sério: eu não mijava há dois dias só para não ter de lavar as mãos com água fria, por isso até agradeço a dica de "usar luvas". Faz todo o sentido.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Obrigado, Ambrósio!

Andava há dias para escrever uma publicação sobre o facto da limousine do Ambrósio ser “mais velha que o cagar em França”, já que a matrícula começa por FR (letras à esquerda). Já tinha duas ou três ideias para desenvolver o tema: iria questionar como é que aquela “carroça” ainda passava na inspecção, e o porquê de uma senhora toda chique andar a “satisfazer o desejo de requinte”, em 2017, a mamar Ferreros numa carrinha Mercedes que foi construída para aí em 1775. Mas depois deu-me uma luz e.. preparem-se… afinal “FR” são só as iniciais de Ferrero Rocher. Estive eu três dias a pensar naquela merda para nada. Obrigado, Ambrósio! És um génio do Marketing, meu sacana.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Cadeados do Amor

Sabem aqueles cadeados que os casalinhos apaixonados metem nas pontes..?

- Estou, Raquel..?
- Já te pedi para não me ligares..
- Mas é importante!
- São 2 da manhã e nós já acabámos há mais de dois meses..
- Lembras-te da viagem que fizemos o ano passado?
- Sim, a Paris. Lembro. Apetece-te croissants, é..?
- Não. O cadeado..
- O quê..?
- O cadeado! Aquele com as nossas iniciais..
- O que é que tem..?
- Está lá na ponte. Fechado. A trancar o nosso amor..
- …QUE JÁ NÃO EXISTE!
- Eu sei. Mas temos de lá ir..
- Ir onde?
- A Paris..
- Estiveste a beber?
- ..tirar o cadeado…
- Estiveste a fumar?
- ..não vá a ponte cair com o peso de um amor que já não existe.
- Vai dormir. A sério.
- Às 9 passo em tua casa.
- Estás doido. Para irmos a Paris, é..?
- Não. À Decathlon.
- Quê? Fazer o quê?
- Comprar um fato de mergulho.
- Oi?
- Para eu ir ao rio Sena.
- Han?
- Apanhar a chave do cadeado. Nós atiramo-la fora, lembras-te?
- (…)
- Raquel..?
- (…)
- Desligou.

Moral da história: as Raquéis são umas insensíveis.